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Hoje estamos aqui para contar a história de Pedro, que completa 2 anos hoje (dia 24 de julho), e veio ao mundo contrariando todas as probabilidades. No início, Paloma Ferreira de Jesus, a influencer e mãe solo, moradora de Barueri – São Paulo, chegou a ouvir de vários médicos que deveria apenas ir para casa e esperar pelo aborto. Ela teve um mioma, descolamento de placenta, hiperêmese gravídica, infecção urinária e, ainda antes do parto, o útero chegou a se romper. Mas o pequeno Pedrinho resistiu e veio ao mundo para provar que para Deus nada é impossível. Paloma, que é mãe de mais dois meninos – Noah, de 4 anos, e John, de 7 anos, – conta como encarou cada etapa dessa gravidez que realmente foi um grande desafio.

 


“Descobri que estava grávida quando estava com 8 semanas de gestação, mas um momento que era pra ser imensamente feliz, se tornou triste e desesperador ao meu ver, pois quando descobri a gravidez minha placenta já estava descolada. O diagnóstico era claro, eu sofreria um aborto espontâneo a qualquer hora e realmente não teria o que ser feito. Precisei me afastar do trabalho, mas somente para que acontecesse em casa. Usei remédios que de uma forma inexplicável ao invés de resolver o problema, faziam a placenta descolar ainda mais. Mas os dias foram se passando e eu não o abortei. Ao decorrer da gravidez, ainda sofri com uma doença não tão comum chamada heperemêse gravídica, onde tudo o que eu comia ou bebia me fazia vomitar. Com isso, perdi 30 quilos em 2 meses. Como se já não fossem suficientes a luta para evitar o aborto, as dores insuportáveis e passar tão mal a ponto de vomitar sangue, descobri nos primeiros quatro meses, um mioma (por sinal enorme) próximo ao meu útero, parecia outra placenta de tão grande que era! Tanto, que todos achavam que eu estava esperando por gêmeos, devido ao tamanho da barriga.



Neste ponto a luta já havia ficado ainda mais intensa, assim como minhas orações para que Deus cuidasse do meu bebê. Continuei usando o medicamento e os resultados eram os mesmos, não havia melhora alguma. A cada uma das consultas, os médicos só me recomendavam repouso e mais repouso, pediam sempre para que eu conversasse com o bebê, mas eu via no olhar deles a pena que sentiam por mim e a sensação de que no mês seguinte eu não estaria lá. A essa altura, decidi voltar ao trabalho. Ainda não havia abortado, o que, pra todos, era algo impossível, já que a placenta estava 80% descolada. Quem explicaria? Por meses, fui perdendo a esperança. O bebê não tinha nem nome pré-definido, então, apelidamos ele de ‘Baby Milagre’. Afinal, ele ainda estava lá! Aos poucos, acabei me apegando ainda mais à essa gravidez sensível e decidi que se chamaria Pedro Joseph, caso fosse um menino.

Os meses continuaram se passando, a placenta continuava descolada, mas o bebê crescia forte e saudável. Até hoje, nenhum dos médicos sabem explicar como ele se desenvolveu tão bem, pois tive anemia, já que não conseguia me alimentar como deveria. Aos 7 meses de gestação, em um ultrassom de rotina, uma coisa inexplicável aconteceu... Notei que o médico não estava me examinando de um jeito normal. Ele me virou de um lado para outro, inúmeras vezes e me perguntou se eu havia tido algum sangramento diferente. Respondi que não. O mioma simples e inexplicavelmente havia sumido. Eu estava curada! Aquilo não iria mais consumir a minha placenta e as chances do nascimento, naquele momento, tornaram-se mais reais do que nunca. Como chorei! Contei a todos: amigos, conhecidos, parentes, ao mundo! Falei que meu milagre iria nascer!

Aos 8 meses, fizemos o chá revelação. Apenas uma amiga sabia o sexo do bebê (era um segredo importante) e todos estavam tão ansiosos, nossa festinha estava cheia de dinossauros (nossa família ama dinossauros)! E na hora da revelação, quando cortamos o bolo em formato de vulcão e a lava escorreu... Não pude contar as lágrimas ao ver a lava azul. Naquele momento, soube que Pedro, 'a pedra, rocha, aquele que permanece onde está', estava a caminho. Tudo estava tão perfeito e eu só tinha motivos para comemorar e ser grata. Parece até um sonho...

Com 37 semanas de gestação, fui orientada pelos médicos a marcar uma cesárea. Quando a médica pediu para escolher a data do parto, pedi a Deus para sentir no meu coração qual seria o momento certo. Escolhi dia 24 de julho. Passei dias organizando a bolsa da maternidade e me despedindo dos meus amigos, pois trabalhei até o dia anterior ao dia do parto. E enfim chegou o grande dia, eu iria finalmente ver o meu amor, poderia cheirar, segurar, beijar e dizer a ele o quanto lutamos e oramos para que nascesse bem. Fiz o meu cabelo e a maquiagem azul que tanto queria. Na hora da cirurgia a médica fez uma pergunta: 'Mãe, foi você quem escolheu a data do seu parto?' Disse que sim, eu mesma havia escolhido e perguntei o motivo da pergunta. E então ela disse que se o Pedro tivesse que nascer no dia seguinte, talvez nossa família teria dois motivos para lamentar e chorar, pois meu útero estava rompido e, se eu não estivesse no hospital, não suportaria o peso do bebê. Eu olhei para o alto e falei para mim mesma: “Até aqui o Senhor me ajudou'” – Chorei e, em seguida, ouvi um choro. Era ele, com quase 5 kg, cabeludo e lindo! Sim, ele nasceu perfeitamente lindo!



Até hoje, não sei explicar e nem expressar o que eu senti naquele momento lindo. Me lembro apenas de sentir a lágrima escorrendo no meu rosto e sentir uma alegria imensa, lembro também de ouvir o chorinho mais lindo do mundo e de ver um rostinho tão pequeno, tão perfeito e tão esperado por mim. Fomos para o quarto e lá pude amamentar pela primeira vez o meu “Bebê Milagre”, tão esperado e amado. Sou eternamente grata a Deus por ter me permitido conhecer e cuidar do Pedrinho com tanto amor e por me dar forças para enfrentar tudo que passei. Hoje, posso dizer com certeza que milagres existem sim e um deles saiu de dentro de mim.”




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